quinta-feira, 11 de julho de 2013

Advogada sem firulas




Caro leitor,

Criei o Advogada Sem Firulas porque sempre me incomodei com a linguagem rebuscada que grande parte dos profissionais do Direito utiliza. Sempre achei que deveríamos simplificar os textos para que possam ser compreendidos por pessoas que não são da área jurídica. Muitas pessoas me procuram com dúvidas e se queixam de que não compreendem certos conceitos jurídicos (não são mesmo nada simples!) porque os termos utilizados nas explicações confundiram mais do que esclareceram.

Penso que devemos simplificar ao máximo nossa linguagem, colocá-la ao alcance de todos. Nunca acreditei em pessoas que "falam difícil" - acho que geralmente estão querendo se provar superiores, detentoras de um "grande" conhecimento que só elas (acham que) têm.

Há quem considere bonito o linguajar rebuscado de alguns advogados, promotores e juízes. Alguns até crêem que, quanto mais "difícil" o profissional falar, melhor e mais competente ele é. Ledo engano, na minha opinião. Devemos ir no sentido oposto: possibilitar que o nosso interlocutor compreenda absolutamente tudo o que falamos. Não é tão fácil quanto parece, porque somos acostumados, desde a faculdade, com uma linguagem específica do mundo do Direito. Mas, a meu ver, somente falando de maneira acessível conseguiremos obter a confiança plena de nossos clientes.

E não estou sozinha. A questão é tão importante que, em outubro de 2010, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou o chamado "Plain Writing Act into Law". Essa lei determina que todas as instituições federais americanas utilizem "comunicação governamental clara, que o público possa entender e usar". Em março de 2011, o governo americano editou as "Federal Plain Language Guidelines", as orientações gerais para uma linguagem simples e fácil de compreender. Veja mais em: http://www.plainlanguage.gov

A criação deste Blog também tem a ver com o momento profissional que estou vivenciando:  após muitos anos trabalhando nas áreas Civil contratual, do Consumidor e de Direito Empresarial, com um trabalho intenso de oito anos em escritórios de advocacia e quase oito anos em bancos, decidi me voltar ao estudo de uma nova área: Família e Sucessões, que também faz parte do Direito Civil, mas na qual eu nunca havia atuado.

Pretendo falar sobre vários assuntos que considero muito úteis para qualquer pessoa. Casamento e os diversos regimes de bens, Separação e divórcio, Reprodução assistida, Sucessão legítima e testamentária, o Testamento Biológico ou vital, Famílias Mosaico, Famílias monoparentais, Homoafetividade, enfim, questões que todos enfrentam. E pretendo falar tudo isso em linguagem simples, clara, direta, objetiva.

Quem tiver dúvidas pode me contatar, comentar, perguntar. Espero que gostem!






Nenhum comentário:

Postar um comentário